Eu não nasci para ser amada
eu nasci para me entregar
para dar a alguém
tudo o que o que sou capaz...
Na madrugada que passa
eu continuo a buscar
alguém que entenda meu jeito,
e perceba que meu defeito
é só querer dar amor...
Mas a angústia se torna gigante
No mesmo derradeiro instante
Em que começo a chorar
Quando o que encontro é ninguém
para amar...
Ai, saudade vem ficar comigo
Que a solidão tem sido um castigo...
E a felicidade já partiu
Só não me viu, chorar...
Vai-te noite... eu quero o dia
que o silêncio não é companhia
A solidão do mar
É bem melhor de vencer
Do que a dor de amar
só... em meio à multidão...
Parte, noite não quero teus sonhos
Meus olhos tristonhos
Estão prestes a se fechar...
E este aperto no coração
Vem com sofreguidão
Agredir a minha vida...
Quero a luz do amanhecer
Para pensar em viver
Com a liberdade
de uma realidade
que não se pode perder...
Ah, noite... tua escuridão
Me maltrata e não da paz
Fico andando pelas ruas
Cantando canções tão tuas
Desequilibradas como eu
mas que são o que me
restante consolo
Tanto amor contido em mim
E esta solidão sem fim
Que não deseja partir....
Tanta gente calada, tanta gente
cheia de graça...
e eu aqui...
Querendo amar sem pedir nada
E continuando o caminho
Sem encontrar ninguém na estrada
Que perceba minha solidão...
(Arrumando velhos papéis hoje de manhã achei vários poemas guardados, entre eles este aqui que neu fiz quando tinha vinte anos... muita solidão pra 20 anos... mas... deixa aí... )